Gôndolas e feitiços ( parte primeira)

Num cenário de pecados sobre as aguas navega tranquilamente a prece num mágico goodspell.
Se a sereia encanta pela voz sem duvida que foi um Ulisses amarrado a margem por um feitiço ainda maior.
Não consigo descrever o que senti ao ver as gôndolas no Grande canal cheias de pianos e seres alados de doces vozes que contavam, arrepios, arritmias, alegria … não sei se alguma vez vou encontrar um adjectivo á altura para classificar o estado de espirto mas os momentos nocturnos no Rialto onde a media luz o vinho e a companhia ajudaram a encontrar o termo «…do alem…» para tentar definir uma longa ponte de entremedio entre o ir e o ficar.
Veneza é indescritível, mais do que uma experiência é um sentimento que nos segue em cada calle infiltra-se em cada poro e penetra cada vez mais fundo em cada respiro, cenário, fachada, canal…fotografias tiradas com a mente quase tão labiríntica como o peixe que um dia se transformou em cidade.
Ainda a descobrir o encanto parto porque a pasta chama e o fantástico perfume que dela emana ajuda consideravelmente a desconcentração.
Por letras agradeço as gargalhadas, o passeio turísticas, a Torre do Relógio, mais uma vez…o vinho e o MOMENTO.
Até breve, muito breve, pelo menos assim o espero.
Bom apetite!